Organização Cultural de Defesa da Cidadania - Entidade Apartidária

sábado, 18 de setembro de 2010

Monotrilho resolve em São Paulo?

Tudo indica que não. Porque abrir novas linhas de metro ou alternativas de transporte público, é sempre em busca de novas áreas até agora carentes de atendimento qualitativo e rápido.
Ao propor monotrilho por exemplo na região do Butantã, os defensores desse sistema pretendem oferecer um serviço qualitativo que vai da rapidez ao conforto, da segurança à higiene, sem perpetuar a irreral situação do transporte coletivo por ônibus? Isto que eles chamam talvez de modernismo? Ou vão perpetuar a triste realidade dos ônibus?
É de notoriedade pública que os passageiros dos ônibus são amontoados de maneira insustentável em horários de pico, continuando essa situação de noite quando diminuem as unidades em circulação e provocam os mesmos ônibus superlotados.
Cenas constrangentes estão aí, todos os dias, nas principais estações, especialmente nas áreas de entroncamento, monstrando que a atual capacidade de transportar está largamente ultrapassada. Porque então optar por um sistema, complementar, de monotrilhos, que não irá resolver nada ao atual caos?
É preciso pensar, mais do que nunca, num sistema de gestão do transporte público na Capital paulista como um sistema integrado entre todos os responsáveis por ofercer ao usuário O MELHOR TRANSPORTE POSSIVEL.
Não adianta decidir por etapas: linha 17 aqui, municipal, 22 ali, estadual, assim adiante. O usuario não quer saber quem é responsavel pela obra. Ele quer ir e vir, rapidamente, decentemente, com a maior segurança, programando inclusive sua própria vida de acordo com os planos de emancipação urbana tornados publicos antes da explosão imobiliaria! Sim, insisto, antes! Porque quem mora fora do perimetro bem desservido já investiu com a sua presença, durante anos, antes que os investidores decidam invadir novas áreas podendo garantir ganhos fabulosos e cofres bem recheados.
Pensem a respeito. Por quanto tempo os monotrilhos serão considerados modernos, obrigando o poder público a novos investimentos mais próprios à realidade paulista? Digam não ao monotrilho, ou qualquer outra solução improvisada, sem que seja apresentado um plano de 20 ou 30 anos! Muito do caos atual teria sido evitado se houvesse, anos atrás, uma mesma preocupação de planejar a cidade e não pensá-la como uma enorme colcha de retalhos! Quem disse que pensar no futuro é pensar no presente também, sem hipotecar o futuro (dos outros!) e sem constranger o presente diante das posteridades? Até mais...
Teo

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